terça-feira, 14 de outubro de 2008

MINHA MÃE, A ELA... MINHA HOMENAGEM!


Eu sou filha caçula de Alberto Margarido e Guajarina... Se está achando o nome estranho... O nome de minha mãe é indígena. Meu avô materno, João, nasceu no nordeste do Brasil, Ceará; e minha avó, Elvira, no Estado do Pará. Meu avô colocou o nome de minha mãe porque conheceu uma índia criança que tinha o nome Guajarina, porém, ela desencarnou ainda novinha. Logo em seguida, precisamente, no dia 14 de outubro de 1935, no Estado do Acre, nasceu minha mãe, e meu avô deu a ela o nome de Guajarina, hoje ela completa 73 anos.

Guajarina conheceu Alberto com pouco mais de 20 anos e aos 23 casou-se com ele. Minha mãe conta que meu avô dizia: “se namorar, tem que casar!” Ela não teve outra escolha, casou-se com meu pai. Meu pai, Alberto, nasceu em 1928, no Estado do Acre, está hoje com 80 anos; foi criado em meio à natureza e cortou muita seringa! Filho de família humilde... Seu pai, Antonio, e sua mãe, Aldemira, nome este que meu pai me deu. Então eles casaram-se em 11 de abril de 1959; em 2009 completam Bodas de Ouro, 50 anos de casados! Quantas dificuldades passaram para chegarem até aqui... E quanta experiência adquirida no decorrer de todos estes anos!

Minha mãe, Guajarina, foi professora de língua portuguesa e inglesa, hoje está aposentada, mas ela não para! Fundou uma associação de mulheres da comunidade onde mora e tem um trabalho voltado a conscientização dos direitos das mulheres. Através desta associação, também, resgatou um folclore de antigamente, originado do nordeste, intitulado de “as pastorinhas” ou “o pastoril”; é uma roda de meninas, um alto de natal; mas o pastoril, apesar de ter origem natalina, se apresenta o ano inteiro em diversos eventos, através da Lei de Incentivo a Cultura, projeto cultural da cidade de Rio Branco, o qual, Guajarina foi contemplada para custear as apresentações e figurino das pastorinhas, grupo formado por aproximadamente 40 meninas de 7 a 13 anos de idade.

Guajarina... Minha mãe querida é uma mulher forte, guerreira, inteligente, ativa, comunicativa, porém reservada, de certa maneira... É uma super-mãe, uma senhora virtuosa, cheia de muita bondade, está sempre disposta a ajudar o próximo. Suas características físicas são de raça negra, apesar de sua pele ser um pouco mais clara. O tom de sua pele eu herdei; certamente da raça negra ela herdou a fibra e a coragem! Venceu grandes batalhas, sofreu, mas também foi feliz e sabe ser feliz, apesar dos contratempos da vida. É uma dessas almas amigas, que vive para ajudar e servir. Uma mulher justa, decidida, firme e amorosa. Não há quem não goste de Guajarina, esta alma amiga que Deus concedeu ser minha mãezinha querida, que tanto já fez por mim...

Eu amo minha querida mãezinha! Amo por ela existir, amo por ser quem é, amo porque é minha mãe, amo porque é minha melhor amiga, amo por que é o exemplo de mulher que escolhi. Minha mãe tem defeitos, pois ninguém é perfeito! Mas as virtudes que ela possui superam qualquer defeito! Pense em uma mulher especial... É minha mãe, Guajarina!





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*COLHE A ROSA***A LINDA FLOR*
*NO JARDIM DE SUA EXISTENCIA!*
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*FELIZ ANIVERSÁRIO*MINHA FLOR!*
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6 comentários:

Chica disse...

Que linda homenagem à tua mãe, que toda feliz deve ter ficado! Um beijo e tudo de bom,chica(Que bom te ver por aqui também)

Chica disse...

Voltei pra te perguntar por que não colocas a lista para seguidores. Daí fica mais fácil e sempre que adicionas um post, vemos logo! beijos, fica a sugestão!

Cláudia Banegas disse...

Oi, querida, vim te convidar a visitar o Borboletando Poesia
http://claudiabanegas.zip.net
Abraços!

Evelyn Hellen disse...

como possso te seguir? gostei muito do seu blog, mas não estou conseguindo te seguir =/
Se voc^^e se enteressar meu blog é: evelynhellen.blogspot.com
beijos...

Marcos Ruginski disse...

Olá mira que homenagem tudo bem, lembra desse poeta, fiquei parado quase dois anos sem escrever voltei a escrever jornalista, abraços e beijos.

Jorge Sader Filho disse...

Olá, Mira!
Nada estranho o nome da sua mãe. Tive uma prima-irmã que se chamava Jarina, uma espécie de palmeira, nome também derivado de língua indígena. Bela homenagem você fez. Além de merecedora, mostra a sua gratidão de filha.
Meu grande abraço,
Jorge